segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Doing Business in Brazil

Market Overview

The Federal Republic of Brazil is the fifth largest country in the world in terms of population (196 million) and size. It is the 10th largest economy (by GDP – purchasing power parity) in the world. Brazil enjoys a growing middle class, growing internet usage, and increasing internal demand for goods and services. Brazil weathered the crisis better than most major economies and by the end of 2009 was in a recovery position, bolstered by strong domestic demand and a growing middle class. Latin America's biggest economy shrank only around 0.2% last year, compared to an estimated 4% contraction in the European Union and 2.5% in the U.S. 2010 growth forecasts range from 7-7.5%. During the past decade, the country has maintained sound macroeconomic policies to control inflation without sacrificing economic growth. This kept the inflation rate at 5.1% in 2009, and unemployment at 7.4% (as of Nov ’09). Interest rates, though high compared to rest of the world, are near their historical low at the Central Bank rate of 8.75%. 2009 ushered a second consecutive year of a positive trade balance with U.S. exports to Brazil at US$ 26 billion, and imports from Brazil at US$ 20 billion. The U.S. is Brazil’s biggest import partner followed by China, Argentina, Germany, and Japan.
On April 30, 2008 Brazil earned Standard & Poor’s Investment Grade credit rating. The stock market gained 83% last year, its best year since 2003, sustained in part by a record net inflow of 20.45 billion reais (US$ 10.25 billion) from foreign portfolio investors and due to the resilience of its domestic market and steady foreign demand for its commodities. In 2009, foreign reserves hit record levels, rising to US$ 239 billion as Brazil took measures to control appreciation of its currency, the real, which rose 34% against the dollar.

Additional resources:
CIA World Fact book https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/br.html
Doing Business in Brazil http://www.doingbusiness.org



Market Challenges

There are enormous commercial opportunities for U.S. companies in Brazil. That said, and despite signs of improvements, Brazil’s market challenges include uneven income distribution, poor public education, consistently high unemployment rates, a commodity- driven economy, significant imbalance of market concentration and a large informal
 economy that hinders tax collection and keeps economic growth from reaching its full potential.

These factors create a complex business environment with substantial obstacles for U.S. exporters. Doing business in Brazil requires intimate knowledge of the local environment, including both the explicit as well as implicit costs of doing business (referred to as “Custo Brasil”). Such costs are often related to distribution, government procedures, employee benefits, environmental laws, and uneven application of standards for tax calculation. Logistics are a particular challenge, given the fragmented nature of distribution channels. Besides facing tariff barriers, U.S. companies will find a complex customs system, and an overloaded and ineffective legal system for enforcing IPR and commercial law. Heavy tax burdens increase consumer prices up to 200%, while bureaucratic procedures and onerous product licensing/ regulatory requirements also pose a considerable hindrance and raise costs. Registering a company takes 120 days – World Bank ranks Brazil 129/183 economies in terms of ease of doing business.




Market Opportunities

Promising areas for U.S. exports and investment include in no particular order: agriculture, aircraft and parts, telecom equipment and services, insurance, agricultural equipment, electrical power, safety and security, oil and gas, environmental technologies, mining, computer software and transportation.
The Commercial Service maintains a market research library on new opportunities – Brazilian Market Insights. Upcoming research documents include commercial opportunities for Brazil World Cup 2014, 2016 Olympics, and the PAC – Brazil’s growth acceleration program for infrastructure development.
Certain sectors of the Brazilian market have and may continue to experience high growth, such as aircraft and parts, air transportation, telecom, oil and gas, and mining.
The demand for domestic air transportation in Brazil increased 17.65% in 2009, the best growth percentage since 2005, according to data disclosed by the National Civil Aviation Agency (ANAC). On the other hand, the market share of Brazilian airlines shows a reduction in concentration as smaller airlines continue to gain market share.
With roughly 35% of the region’s revenues, Brazil remains Latin America’s largest telecom market. Gross revenue from telecom equipment and services as of September 2009 was nearly US$ 68 billion and the market is expected to reach US$ 90 billion in 2012.
Brazil has a large and well developed mining sector. In fact, Brazil is responsible for one- quarter of the world's iron ore output. As a consequence of the global financial crisis, investment in Brazil's mining sector fell around 30%. However, in a bid to ease the pressure on the mining sector, the government implemented a legal measure that enables the extractive industry to raise bank loans more easily. By 2013, the market should be expanding by around 6%, reaching US$ 41.65 billion.




Market Entry Strategy

Brazil’s business culture is largely based upon personal relationships. Companies will need a strong presence and must invest time in developing relationships in Brazil. The U.S. Commercial Service encourages U.S. companies to visit Brazil to meet one-on-one with potential partners. One of the best ways to enter the Brazilian market is by attending a local trade show or using the U.S. Commercial Service’s Gold Key Service (GKS). The U.S. Commercial Service can provide business counseling or organize meetings with potential buyers through a GKS or during a trade show. It is essential that a U.S. business entering the market work through a qualified agent or distributor. Some firms establish an office or joint venture in Brazil. Further discussion of these alternatives can be found in the “Marketing Products & Services” chapter. It is extremely difficult for U.S. companies to get involved in public sector procurement without a local Brazilian partner.





(source: http://www.trade.gov/cs/)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

PIB dos EUA cresce 2,9% em 2010



Alta é a maior desde 2005, quando economia do país cresceu 3,1%.
No quarto trimestre alta anualizada foi de 3,2%.





A economia dos Estados Unidos encerrou o ano de 2010 com expansão de 2,9% na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Departamento de Comércio do país. Em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA havia registrado contração de 2,6%.
A expansão anual é a maior desde 2005, quando a economia do país cresceu 3,1%. Os dados divulgados nesta sexta são uma estimativa preliminar e ainda passarão por duas revisões.
A alta do PIB em 2010 reflete principalmente contribuições positivas de investimentos privados, exportações, consumo pessoal, investimentos não residenciais e gastos do governo. Mas as importações, que refletem negativamente sobre o PIB, também cresceram.
4º Trimestre
No último trimestre do ano passado, a expansão da economia foi de 3,2%, em termos anualizados, frente aos três meses anteriores. No terceiro trimestre, a alta ficara em 2,6%.
O destaque ficou com a retomada do gasto do consumidor, que aumentou a uma taxa anualizada de 4,4% nos três meses até dezembro, a melhor leitura em pelo menos quatro anos.
Custo da mão de obra
Também nesta sexta, o Departamento do Trabalho informou que o custo da mão de obra nos Estados Unidos cresceu 0,4% no quarto trimestre. Os salários subiram 0,4% no período e os custos dos benefícios também aumentaram 0,4% em relação ao trimestre anterior.
Na comparação com o quarto trimestre de 2009, os custos de mão de obra subiram 2%, um dos menores ganhos anuais desde que a série histórica começou, em 1982. Os custos dos benefícios continuaram a subir mais rapidamente que os custos dos salários, crescendo 2,9% em base anual.
O único ano em que os custos do salários subiram em um ritmo menor foi o de 2009, quando houve alta de 1,4%. Na época, o desemprego elevado causado pela recessão deixou os trabalhadores com pouco poder de barganha.

(fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/01/pib-dos-eua-cresce-29-em-2010.html)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Google Brasil imprime crescimento de 80% em 2010; mobilidade dispara

por Roberta Prescott
23/02/2011


Buscas, mobilidade, vídeos, computação em nuvem e social são os cinco pilares que direcionam a inovação na empresa
"O Brasil é um dos mercados mais interessantes e dinâmicos para o Google." Assim, o vice-presidente sênior de Américas do Google, Dennis Woodside, iniciou o bate-papo com a imprensa na manhã desta quarta-feira (23/2), quando confirmou também a entrada do ex-presidente do iG, Fábio Coelho, como diretor-geral para o País. As operações brasileiras cresceram 80% em faturamento em 2010 em comparação com o ano anterior, um porcentual mais elevado que os 24% do global, algo que pode ser explicado pelo tamanho dos negócios por aqui.

Ao abordar os principais tópicos que norteiam o Google, Woodside enumerou cinco pilares pelos quais eles buscam a inovação: buscas, mobilidade, vídeos, computação em nuvem e social. De acordo com ele, enquanto search caminha para algo mais social, mobilidade está em franca explosão. Ele mira em um mercado potencial de mais de US$ 1 bilhão. "A adoção da plataforma Android está aumentando e tem sido a opção de muitos consumidores, inclusive, no Brasil", pontuou.

De acordo com Woodside, o mercado móvel é o que cresce em ritmo mais acelerado. "Há alguns anos, [o CEO do Google] EricSchmidt analisou para onde o mercado caminhava e apontou para a mobilidade. Assim, no Google todos os lançamentos têm de considerar este aspecto desde o começo", ressaltou, ao assinalar que este segmento imprime uma taxa de crescimento semelhante à do Google entre 2002 e 2003.

O País também registra um dos maiores crescimento em consumo de vídeos na internet e chama a atenção da corporação quando o assunto é Youtube. O executivo lembrou ainda da estratégia para Orkut, que, segundo ele, recebe 4 milhões de logins todos os dias.
A expectativa para computação em nuvem segue a mesma linha de otimismo. O Brasil representa um dos mercados-chaves e mostra um enorme potencial. Para Woodside, é inegável o valor do Google para as pequenas, médias e até grande empresas nas ofertas, por exemplo, de e-mail. "O desafio para o Fábio [Coelho] está em como ele vai aumentar o time para suportar e absorver este mercado em potencial."

Internet: futuro e bolha
A economia da internet está em plena ascensão e isto ocorre porque a plataforma está se transformando em algo presente em uma grande parte da vida das pessoas. "Há cinco anos, a internet era uma parte pequena dos negócios e da mídia, mas hoje está presente numa grande parte da vida das pessoas. Por isto, mais oportunidades ocorrerão."

Outro aspecto da explosão da internet relaciona-se à diversificação de devices para acessá-la. Na CES, exemplificou o VP, chamou a atenção o número de tablets e TV com acesso à internet lançados. No entanto, para ele a euforia que o mercado vive não significa que estaríamos diante de uma nova bolha. "A perspectiva de longo prazo é inacreditavelmente positiva, ainda que possam existir pequenas bolhas no curto."

Facebook
Ao comentar a ida de Alexandre Hohagen, ex-VP para América Latina, para o Facebook, Woodside o elogiou dizendo que o executivo fez um trabalho "fantástico" e que a companhia está muito contente com resultados apresentados.

A competição do Orkut com a rede de Mark Zuckerberg também foi abordada no encontro com jornalistas. "O Google continua a investir na plataforma de Orkut. Nosso trabalho é seguir inovando para seus consumidores."

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DEQ - Delivered Ex Quay

A modalidade de Incoterm DEQ (Delivered Ex Quay) ou Entregue a partir do Cais designa o  termo no qual o vendedor "entrega" as mercadorias quando elas são colocadas à disposição do comprador, desembaraçadas para exportação mas não desembaraçadas para importação, no caís do porto de destino nomeado. O vendedor tem obrigação de levar a mercadoria até o porto de destino e desembarcar as mercadorias no cais. Os riscos e os custos são transferidos do vendedor para o comprador a partir da "entrega" no cais do porto de destino. Esse termo pode ser usado apenas quando as mercadorias devem ser entregues por transporte marítimo ou hidroviário interior ou multimodal, no desembarque do navio no cais (atracadouro) no porto de destino.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fast Shop cresce com loja premium, preço competitivo e treinamento.

O casal Marie e Milton Kakumoto vai na contramão do varejo brasileiro. Donos da rede de eletrodomésticos e eletroeletrônicos Fast Shop, detestam aparecer, justo em um setor marcado pela “cara do dono”.

As lojas da empresa são pensadas para atender as classes A e B, enquanto seus maiores rivais têm crescido amparados pelo aumento da renda do consumidor popular. Ainda assim, a família Kakumoto faz escola.
A Fast Shop encerrou 2010 com 63 lojas e faturamento, estimado pelo mercado, de R$ 3 bilhões. A cifra é 50% do que fatura a vice-líder do setor, a Máquina de Vendas, que tem uma rede muito maior (750 pontos das bandeiras Ricardo Eletro, Insinuante e City Lar).

Em busca de preços competitivos, comparáveis aos de redes que atendem a classe C, a Fast Shop consegue negociar produtos com redução de até 15% na margem da indústria.
“Para o fabricante, interessa ter a sua marca na loja, que funciona como um show room do que ele oferece em tecnologia de ponta”, diz uma fonte da indústria.

“Não ver sua marca na Fast Shop é quase um indicativo de que o seu mix é de segunda linha”, diz.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Custo do Déficit Tecnológico em Eletrônica

Engenheiros explicam em artigo publicado no jornal "Valor Econômico" que a tecnologia em eletrônica está cada vez mais incorporada nos componentes, que são importados, e que restou para a indústria brasileira, sobretudo a montagem de kits importados


A importação de tecnologia é vital para o desenvolvimento industrial, principalmente nos países em desenvolvimento. O Japão nas décadas de 50/60 e a Coreia do Sul na década de 70 são exemplos de países que importaram tecnologia para desenvolver suas indústrias, principalmente no setor eletrônico. E nem mesmo países desenvolvidos detêm internamente toda a tecnologia que utilizam: de 1998 a 2007 os EUA gastaram U$$ 259 bilhões com importação de tecnologia em valores correntes, a Alemanha gastou US$ 244 bilhões e o Japão US$ 48 bilhões, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Em contrapartida, esses países também obtiveram receita com os royalties decorrentes de tecnologia própria exportada para outros países no mesmo período. Os EUA faturaram US$ 577 bilhões, a Alemanha US$ 237 bilhões e o Japão US$ 136 bilhões licenciando tecnologia. Isso demonstra que os maiores importadores de tecnologia são também aqueles que mais exportam tecnologia, indicando uma correlação positiva entre importação tecnológica e desenvolvimento tecnológico endógeno.

Ao contrário do que se pode imaginar, o Brasil importa pouca tecnologia, mesmo após a abertura econômica da década de 90, quando ocorreu um relaxamento geral nas restrições à importação. Nos últimos dez anos, remetemos ao exterior apenas US$ 13 bilhões na rubrica de tecnologia não incorporada em máquinas ou componentes, com uma média de 1.600 contratos averbados/ano.

No Brasil, a importação formal de tecnologia requer contratos averbados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), assim o contrato produzirá efeitos em relação a terceiros e permitirá remessa de royalties à detentora da tecnologia no exterior com a autorização do Banco Central do Brasil.
 
Existem vários tipos de contratos de tecnologia, tais como os de Fornecimento de Tecnologia não patenteada, os de Serviços de Assistência Técnica e os de Exploração de Patentes, sendo que um mesmo contrato pode abranger diversas categorias contratuais. Porém, é na categoria de Exploração de Patentes que se encontram as tecnologias mais avançadas e, em média, apenas 28 contratos por ano foram averbados no INPI nessa categoria nos últimos doze anos.

As tecnologias de eletrônica, vitais para o Japão e para a Coreia, além de serem das mais dinâmicas no que se refere à inovação, têm a vantagem estratégica de serem transversais, pois influenciam diversas indústrias. No entanto, desde 1997 o INPI tem averbado em média apenas três contratos por ano envolvendo patentes em eletrônica, menos que 1/9 do total de 28 contratos averbados para tecnologias patenteadas. Uma explicação para esse fato é que a tecnologia em eletrônica está cada vez mais incorporada nos componentes, que são importados, e assim praticamente não há demanda nacional para importação de tecnologia patenteada em eletrônica.

Restou para a indústria brasileira, sobretudo a montagem de kits importados. Isso ocorreu e ainda vem ocorrendo, por exemplo, no caso dos monitores e televisores com tecnologia LCD (tela de cristal líquido), que têm registrado vendas crescentes no Brasil nos últimos anos e cujos componentes, incluindo a tela de LCD, pagam frete barato devido ao seu baixo peso e volume unitário. Não há produção local dos componentes, nem tampouco importação de tecnologia para fabricação. Cenário diferente ocorreu para os televisores e monitores com tecnologia CRT (tubo de raios catódicos), onde há produção local, pois o custo de importação seria proibitivo em função do elevado peso do tubo e do maior risco de avarias.

É notável, ainda, que quase metade dos contratos de importação de tecnologia patenteada em eletrônica tenha à frente, por parte do receptor da tecnologia, empresas não relacionadas ao setor eletrônico, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), tais como as empresas de "atividades cinematográficas e de vídeo"; ou de "edição de discos, fitas e outros materiais gravados"; ou de "fabricação de discos e fitas virgens".

Tais empresas fabricam, entre outros produtos, suas próprias unidades de CD, DVD e Blu-Ray e remetem royalties sobre o preço líquido de cada unidade vendida, visto que tais tecnologias são objeto de patentes em vigor no Brasil de propriedade de multinacionais estrangeiras. Isto parece um indício de que, além de pouco expressiva, a importação de tecnologia patenteada em eletrônica por empresas brasileiras é direcionada apenas para o uso. Pode-se supor que os receptores de tecnologia nessa condição não terão possibilidade de absorção nem desenvolvimento dessas tecnologias pois a fabricação de produtos eletrônicos não é o seu negócio principal.

Observada em detalhes, a insignificante importação de tecnologia mais avançada em eletrônica indica que o Brasil ainda está dependente tecnologicamente, ao invés de expressar uma capacidade de assimilação, criação e consequente autonomia tecnológica. Há lacunas graves na cadeia de produção de componentes eletrônicos no Brasil. É uma situação muito precária, considerando-se a relevância da eletrônica nas bases técnicas contemporâneas. Faz-se necessária uma política de expansão da capacitação tecnológica brasileira em eletrônica, na qual um aumento da importação de tecnologia, se bem orientado como foi nos países asiáticos que hoje são grandes exportadores nesse setor, será apenas parte de um investimento positivo para reverter o atual déficit tecnológico em eletrônica em direção a nossa soberania tecnológica nacional.


(Fonte: André Korottchenko de Oliveira é engenheiro eletrônico e consultor; Luiz Antônio Meirelles é engenheiro de produção e professor da Escola Politécnica da UFRJ. Artigo publicado no "Valor Econômico" e reproduzido no Jornal da Ciência - http://www.seesp.org.br/site/cotidiano/547-o-custo-do-deficit-tecnologico-em-eletronica.html)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Buen momento económico de Paraguay atrae a inversionistas brasileños

Asunción, IP Paraguay.- El buen momento económico que experimenta Paraguay, sumado a la estabilidad política, se convierten en atractivos para la inversión extranjera, según expresaron empresarios brasileños interesados en instalar una industria de fabricación de juguetes en el país.

Así mencionó el presidente de la Cámara Brasileña de Juguetes Sinesio Batista Costa, quien encabezó la delegación de inversionistas del referido sector que se entrevistó con el ministro de Industria y Comercio de Paraguay, Francisco Rivas.

“Tenemos la intención de aprovechar el momento bueno que está teniendo Paraguay con el 14,5 % del Producto Interno de Bruto (PIB) y creciendo, una estabilidad política fantástica para hacer la integración, mejorar el ambiente juguetero en esta parte del mundo y desarrollar la competencia del rubro de juguetes en el mercado frente a los chinos”, declaró el empresario brasileño, según un reporte de prensa del MIC.

Tras la primera visita de exploración de mercado y presentación del proyecto a las autoridades nacionales, refirió que existe una posibilidad cierta de instalar una industria juguetera para fabricar piezas y productos terminados.

“Volvemos para hacer cuentas y analizar la posibilidad de instalar aquí nuestra industria y competir con los chinos”, insistió el empresario, aunque sin dar detalles del proyecto.

Batista Costa estuvo acompañado de representantes de dos grandes fabricantes de juguetes en Brasil, quienes consideraron que en estos momentos Paraguay ofrece mejores condiciones que Uruguay, Argentina, e incluso Brasil, según la comunicación oficial.

(desde: http://www.laprensa.com.py/)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fundo Soberano poderá atuar no mercado de derivativos - CAMBIO

O Fundo Soberano do Brasil está oficialmente autorizado a realizar operações no mercado cambial. O Diário Oficial desta segunda-feira publicou quatro resoluções do Conselho Deliberativo do Fundo Soberano (CDFSB), entre as quais a que autoriza o FSB a realizar operações de compra ou venda de moeda estrangeira, inclusive em contratos derivativos, via convênio com o Banco Central (nº 2). Para que o Fundo comece atuar mercado de câmbio é preciso, ainda, a formalização de convênio entre o BC e o Tesouro Nacional. 

Ao deixar o prédio do Ministério da Fazenda em Brasília para participar de reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou o risco da atuação do Fundo no mercado futuro. “Eu considero que fazer operação no mercado de derivativos, principalmente swap, não tem riscos. O BC ganhou dinheiro com as operações. É claro que qualquer operação tem algum tipo de risco e nós temos que minimizar. Se não houver valorização do real e nós fizermos operação de swap reverso não haverá perda”, explicou Mantega. Questionado pelos jornalistas sobre o limite de recursos que poderá ser utilizado, o ministro assegurou que “não haverá limites”.

Segundo o subsecretário de Planejamento Fiscal, Estatística e Contabilidade do Tesouro Nacional, Cleber de Oliveira, o FSB é um instrumento adicional para que governo possa atuar no mercado de câmbio. “O Fundo é flexível e pode atuar de acordo com o que a legislação permite, à vista ou por meio de derivativos”, esclareceu. O subsecretário explicou ainda que o Fundo pode efetuar aplicações em Fundos de Investimento no exterior. “È como se fosse uma poupança pública, só que lá fora, com a mesma finalidade do FSB”.
Em setembro do ano passado, Mantega já havia adiantado que o governo brasileiro poderia utilizar recursos financeiros do Fundo para fazer operações cambiais. Outras medidas com a intenção de impedir a sobrevalorização do real já haviam sido tomadas, como a implantação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no auge da crise em 2008 e as intervenções do Banco Central na compra de dólares.

O CDFSB também publicou os relatórios de administração e as demonstrações financeiras do Fundo referentes ao 2º semestre de 2009 e ao 1º semestre de 2010 (resolução nº 3), além da autorização de aplicação de recursos do FSB em fundos de investimentos exclusivos administrados por instituição financeira federal no exterior (resolução nº 4). Também foi aprovado o regimento interno do CDFSB (resolução nº 1).
       O Fundo Soberano, formado por recursos orçamentários no fim de 2008 com a sobra do superávit primário, possui atualmente 18,7 bilhões em caixa (posição de 06/01).


(fonte:http://www.fazenda.gov.br/audio/2011/janeiro/a100111.asp)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Brasil é a bola da vez no varejo mundial

“O Brasil é a bola da vez no varejo mundial”

Comissão que compareceu à NRF 2010, em Nova York , comenta sobre as tendências varejistas para o ano e as chances brasileiras de se destacar no cenário.



A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) reuniu, na terça-feira (09/02), especialistas em varejo e empresários do setor para repercutir as novidades apresentadas no maior evento de varejo do mundo, a NRF 2010 – também conhecida como Retail’s Big Show.

O vice-presidente da ACSP e organizador da comissão, Nelson Kheirallah, ressaltou a importância de adaptar os conteúdos apresentados no congresso para a realidade brasileira. “Felizmente, no contexto varejista, estamos em posição bem mais favorável que os americanos, saturados no mercado varejista e ainda administrando os reflexos da crise econômico-financeira”, menciona o executivo.

“O Brasil é saudado como a grande oportunidade para o varejo. É considerada a economia emergente mais importante do momento”, apontou o coordenador do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM, Ricardo Pastore. “O cenário norte-americano está estagnado. Lá existem mais de 100 mil shopping centers, com previsão zero de abertura de novos estabelecimentos. No Brasil, embora o número seja bem menor – 400 shoppings – somente em 2010 prevê-se abrir 40 empreendimentos, o que significa um aumento de 10% em somente um ano”, destacou.

A questão da sustentabilidade deixou de ser vista como preocupação politicamente correta para tornar-se rentável, bem como o uso de estratégias de comunicação 2.0 – ou seja, as redes sociais. Entre os especialistas, foi unânime a premissa de que essas plataformas não devem ser meros meios de propaganda, mas também meios multilaterais de relacionamento, o que agrega muito à marca.

Abordando a questão do atendimento estratégico, o sócio da empresa Ponto de Referência, Edmour Saiani, ressaltou a importância de enxergar o relacionamento com o cliente como ponto crucial para os negócios. “Dentre os motivos que impulsionam o consumidor a abandonar uma marca e migrar para outra, 30% estão relacionados a produtos e 70% a atendimento”, alertou o especialista.

Na sequência, Dr. Francisco Alvarez, professor da USP e ESPM, enfatizou o problema do excesso de produtos para satisfazer aos desejos do cliente. “Na tentativa de aumentar o mix de mercadorias, há uma saturação de produtos que mais confunde o consumidor do que o satisfaz”. Valendo-se da premissa “retail is detail” (varejo é detalhe), Dr. Alvarez mencionou outro problema dos excessos de mercadoria: “na tentativa de impressionar o cliente com sua gama extensa de produtos, o varejista acaba escondendo outras mercadorias. É sumamente importante lembrar-se da seguinte regra: se o produto não está visível, ele não está à venda”, ponderou o especialista.

Fechando o evento, o sócio-diretor da GrowBiz, Dagoberto Hajjar, abordou os aspectos tecnológicos que prometem revolucionar as práticas varejistas. Na sua apresentação, a tônica manteve-se em torno das condutas não-invasivas de obter informações estratégicas sobre o cliente e, ao mesmo tempo, encantá-lo ao invés de importuná-lo. “Na tentativa de obter os gostos e desejos dos clientes, muitos varejistas tornam-se hostis, fazendo da sua relação com o consumidor um verdadeiro ‘Big Brother’, assustando-o ao invés de criar relacionamentos”.

Quanto às tecnologias incorporadas no dia a dia das empresas, o especialista foi categórico em afirmar que “só valorizamos a tecnologia quando ela efetua alguma tarefa que não conseguimos realizar manualmente”. De acordo com o executivo, “quando a tecnologia apenas burocratiza processos, ela é inútil”, finalizou.

(fonte: http://www.administradores.com.br/)

FORM A - Certificado de Origem

O Certificado de Origem Form A é o documento por meio do qual o governo do país exportador beneficiário do SGP atesta que os produtos nele relacionados foram produzidos em consonância com as regras especificadas pelo outorgante no âmbito do Sistema. É emitido como prova documental de origem exclusivamente para a solicitação das preferências tarifárias do SGP, mediante pedido por escrito do exportador ou de seu representante autorizado. Os Estados Unidos, o Canadá e a Nova Zelândia são os únicos outorgantes que dispensam a apresentação do Form A.

O DEINT é a autoridade governamental competente pela administração do SGP no Brasil, e a competência para a emissão, com a devida chancela governamental exigida pelos outorgantes, foi delegada ao Banco do Brasil, conforme a Circular SECEX no 5/2002.

O formato do certificado segue as especificações definidas pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento). No Brasil, é emitido um conjunto de três vias do Certificado de Origem Form A. A Via I do Certificado cujo o fundo segue um padrão guilhochado verde, tornando visíveis quaisquer falsificações por processos mecânicos ou químicos, deve ser apresentada à alfândega do país importador para que se possa solicitar o benefício tarifário do SGP.
A emissão do Form A em favor de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (EPP’s) é gratuita, de acordo com o Decreto no 3.474, de 19 de maio de 2000, e a Lei no 9.841, de 05 de outubro de 1999.
O formulário deve ser preenchido pelo exportador, em inglês ou francês, sem rasura ou emenda, e apresentado em qualquer agência do Banco do Brasil acompanhado pelos seguintes documentos:
(a) Cópia do Conhecimento de Embarque, salvo nos casos em que o embarque é feito por via aérea, devendo ser apresentado um termo de compromisso de entrega de cópia do AWB a posteriori, de acordo com a Portaria SECEX no 12/2003;
(b) Cópia da Fatura Comercial;
(c) Cópia do Registro de Exportação (RE), devendo constar no campo 2 - ”Enquadramento da Operação”, item “a”, o código 80116, referente ao tratamento preferencial do SGP;
(d) Quadro Demonstrativo do Preço ex-Fábrica em papel timbrado da empresa, com o carimbo e a assinatura do responsável. Nele devem estar discriminados o código NCM do produto e sua descrição, as matérias primas utilizadas (com indicação de origem, posição SH nos casos de matérias estrangeiras, e participação percentual em relação ao preço ex-fábrica do produto) e o valor percentual agregado no processo produtivo. Este quadro permanecerá em poder do Banco do Brasil S.A., sendo válido até que haja qualquer modificação no que se refere à composição do preço ex-fábrica do produto ou origem das matérias-primas utilizadas; e
(e) Outros documentos que se fizerem necessários à comprovação de que os produtos a serem certificados atendem às Regras de Origem e que a exportação foi efetivada.
No caso de exportações registradas por meio de Declaração Simplificada de Exportação (DSE), em substituição ao item (c) acima, deverá ser entregue a cópia da DSE ou o documento de “Solicitação de Emissão de Certificado de Origem Form A” sem a prévia apresentação da DSE, que inclui um compromisso do solicitante quanto a apresentação da cópia da DSE no prazo de 30 dias.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tipos de Contêiner

Tipos de Contêiner

Os principais tipos de coontêiner são:
  • Open Top - É um container aberto em cima, ou fechado apenas com uma lona removível por ocasião do enchimento ou desenchimento do mesmo. Esses containers são construídos especialmente para atender ao transporte de mercadorias que só podem ser acomodadas (ovadas) pela parte de cima; normalmente, essas mercadorias são içadas através de pontes-rolantes.
  • Tank - Container-tanque, construído para o transporte de granel, especialmente líquido. Embora a capacidade do tanque construído dentro do container possa variar de volume, sua armação (frame) obedece às dimensões ISO.
  • Collapsible - Containers desmontáveis. Construídos para facilitar o seu transporte quando vazios. Uma vez desmontados, cinco unidades modulares desses containers perfazem ou ocupam o espaço de uma.
  • Livestock - Containers para o transporte de animais vivos, também conhecidos como gaiolas ou jaulas.
  • Ventilated - Container ventilado, próprio para o transporte de mercadorias que necessitam ventilação.
  • Reefer - Refrigerado. Esse container possui um gerador que mantém a mercadoria constantemente em baixa temperatura. Normalmente esse gerador funciona tanto a combustível (óleo diesel) como eletricidade. Durante o transporte, no navio, ele funciona à eletricidade, sendo ligado à força do navio, através de tomadas; quando em operação de embarque ou desembarque, funciona com seu motor a combustível. (N.E.: deixou de ser mencionado pelo autor um tipo de conteiner reefer que utilizava gás refrigerante bombeado para seu interior por sistemas externos do navio ou terminal, e que depois caiu em desuso).

FOB - Free On Board

A sigla FOB designa Free On Board ou Preço sem Frete Incluso (posto a bordo). Consiste na denominação da cláusula de contrato segundo a qual o frete não está incluído no custo da mercadoria. Tem algumas variações de FOB. Pode ser FOB Fábrica, quando o material tem que ser retirado e FOB Cidade, quando o fornecedor coloca o material em uma transportadora escolhida pelo cliente. Cabe ao comprador contratar e pagar o frete, dando aviso ao vendedor do nome do navio, local de atracação e datas, contratar e pagar o valor do seguro, arcar com todas as despesas e riscos a partir do momento em que a mercadoria transpor a murada do navio (ship´s rail) no porto de embarque e com os gastos documentais, os riscos com embalagem e perdas, atrasos na viagem, a partir do recebimento da carga. Ao vendedor cabem as despesas e riscos por perdas e danos até a colocação da carga a bordo e assistência ao comprador da documentação excetuando-se gastos.

FCA - Free Carrier

Conhecimento de Embarque Marítimo (Bill of Lading)